quinta-feira, 29 de maio de 2008

Carmen





























Cigana selvagem, orgulhosa, alegre, uma mulher cercada de mistério, praticante de magia, sedutora ,feliz no seu desapego pelas coisas: assim era Carmen que amava quando queria, a quem quisesse, sem se prender a ninguém...

Acima de tudo, a liberdade: roubava quando queria, planejava assassínios, se necessário, sem malícia...não conhecia regras nem escrúpulos, era um animal vivo, saltitante.

Carmen foi uma mulher que inverteu a tendência predatória do homem em relação à mulher. O predador é um ser que destrói outro ser vivo violentamente, matando e consumindo esse ser como forma de obter energia vital.
Foi a portadora de um amor que foi como um pássaro rebelde que ninguém poderia aprisionar.
Há também a comparação do olhar da cigana com o olhar do lobo. O lobo é outra metáfora de um predador que essa mulher que inverteu os papéis encarnou. Ao realizar essa inversão, caracteristicamente, foi vítima da repressão, primeiro social, acusada na fábrica de perturbar a moral burguesa, digamos assim, depois punida com a morte pela ousadia de trocar um homem por outro, ou seja, consumir um e passar adiante, decidindo sugar a energia vital de outro, ou seja, comportar-se como os homens com freqüência se comportam.

Apaixona-se por um sargento do exército, José, que não corresponde de início ao amor desta. No final, José cede perante os encantos de Carmen. Ao fim de um tempo os papéis invertem-se e é Carmen quem renega José.
Carmen apaixona-se por um toureiro, Escamillo, e José enfurecido mata Carmen, arrependendo-se de imediato. Nesse momento, Escamillo triunfa no rodeo e sai em ombros pela porta grande da praça de touros, vitorioso e orgulhoso.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Domitila de Castro Canto e Melo, marquesa de Santos






























Uma estonteante morena de cabelos e olhos negros e covinhas no rosto: pelo menos quanto à aparência física há concordância. No mais, a Marquesa de Santos já foi chamada de tudo, de patriota e inspiradora das melhores decisões de D. Pedro I a simples oportunista que só se aproximara do imperador em busca de prestígio e enriquecimento pessoal. Onde estará a verdade? Certamente era uma mulher ambiciosa, ousada, competente e que passava longe da moral da época, que reservava ao sexo feminino um papel secundário e afastado da vida pública.

Nascida em São Paulo em 27 de dezembro de 1797, Domitila de Castro - chamada pelos íntimos de Titila - foi uma mulher de ação, o que já se revela pela presença de cinco planetas em signos cardinais. Não apenas tinha o Sol em Capricórnio, mas também em oposição a Saturno, o que fazia dela, antes de tudo, um "animal político". Vários fatores na carta revelam necessidade de poder e um ímpeto de ascensão na escala social. Além do aspecto Sol-Saturno, havia também a conjunção Vênus-Plutão em Aquário, que, somada à conjunção Marte-Netuno em Escorpião, contribuíam para dar-lhe uma personalidade dominadora que se impunha pelo uso da sedução e de uma boa dose de sex-appeal.

Sendo Pedro I um príncipe da casa real, seu horário de nascimento foi registrado com razoável precisão, o que permite que saibamos que seu Ascendente estava por volta de 23º de Libra. Para explicar a atração que o uniu a Domitila de Castro durante seis anos, é preciso que haja pelo menos um forte interaspecto entre os mapas de ambos, indicador de paixão e atração física. Se Domitila nasceu entre o final da manhã e o início da tarde, teria sua Lua por volta de 18º ou 19º de Áries, em oposição ao Sol do Imperador; mas se nasceu à noite, já por volta de 22 horas, teria a Lua na cúspide da 7 do Imperador, em oposição ao Ascendente deste. E mais: o Ascendente de Domitila seria Leão e seu Sol estaria na casa 5; Plutão e Vênus estariam no Descendente e Urano ocuparia a casa 1. É um mapa puramente especulativo, mas bem adequado para a favorita do Imperador, que foi rainha na prática e impôs-se à sociedade da época como um modelo precursor de comportamento assertivo e independente.


Alguns de seus biógrafos a vêem como uma mulher calculista e aproveitadora, que se teria mancomunado com sua verdadeira paixão, o Chalaça, para obter o máximo proveito da relação com D. Pedro I. Verdade ou não, o fato é que não se contentou em ser apenas a companheira de alcova do Imperador, imiscuindo-se com freqüência nos negócios de Estado e interferindo em nomeações e demissões de ministros. Sua influência sobre D. Pedro contribuiu para despertar ódios e torná-lo cada vez mais impopular. Após a morte da Imperatriz Leopoldina, a esperta e ambiciosa Domitila esperava que o caminho estivesse livre para casar-se com o Imperador. Não foi o que aconteceu: após presenteá-la com uma generosa fortuna, D. Pedro despachou-a de volta para São Paulo e mandou buscar uma nova mulher na Europa. A segunda esposa, D. Amélia de Leuchtenberg, era jovem, bonita e charmosa o suficiente para acalmar um pouco os arroubos de promiscuidade do fogoso marido. Domitila não demorou muito tempo para encontrar outro amor na figura de Tobias de Aguiar, um dos homens mais ricos de São Paulo. Viveram como amantes por mais de dez anos e casaram-se em 1842.

Em São Paulo, a marquesa transformou sua casa num ponto de reuniões de grupos maçônicos (o que significa dizer: um foco de permanentes debates políticos) e promovia constantes festas carnavalescas e reuniões literárias. Na velhice, dedicou-se à beneficência, auxiliando, por exemplo, dezenas de estudantes pobres. Faleceu em 1867, deixando 14 filhos (três deles com D. Pedro I).


Lucrécia Borgia
























Lucrécia Borgia ficou conhecida com uma das mulheres mais cruéis da história. Mas, muito do que dizem a seu respeito pode ser creditado muito mais a seu pai e seus irmãos do que a ela mesma.

Filha de Joana Cattanei e do cardeal Roderigo Bórgia, que mais tarde tornou-se o Papa Alexandre VI, Lucrécia teve uma vida cheia de episódios de intriga, assassinatos, luxúria, devassidão e incesto.

Enterrou maridos e acabou com a fama de envenenar homens com um "pó" que guardava num compartimento secreto em seu anel. Nunca houve evidências que provassem isso. Entretanto, não se pode negar que assassinatos foram cometidos tendo Lucrécia como pivô.

Confira alguns fatos e escândalos que marcaram a vida dessa bela mulher do século XV!


  • Desde pequena seus irmãos travavam uma disputa por sua preferência.
  • Aos treze anos já era uma mulher fatal que chamava a atenção de qualquer homem.
  • Em seu primeiro casamento (aos 13 anos), Lucrécia foi ignorada pelo marido e passou o tempo todo da festa alternando a companhia de seus irmãos que recitaram a ela poemas de amor quando ela se foi para o leito nupcial com o marido.
  • Seu primeiro casamento não se consumou de imediato, pois ela era considerada muito jovem, e Lucrécia se manteve virgem por dois anos aguardando o marido. Não sem, entretanto, curtir as orgias nos aposentos do pai e dos irmãos, no Vaticano. Nessa época, os boatos sobre incesto aumentavam cada vez mais e Lucrécia era acusada de manter relações sexuais com os irmãos e, até, com o próprio pai.
  • Seus irmãos planejaram o assassinato de seu marido para que ela pudesse se casar com um homem mais rico. Ela descobriu e aconselhou-o a fugir.
  • Após esse episódio, a jovem passou uma temporada num convento, enquanto seu pai e irmãos planejavam o divórcio alegando que seu marido era impotente e que o casamento não tinha se consumado. Nesse período, Lucrécia fica grávida e exitem inúmeras especulações sobre a paternidade: alguns dizem que o responsável foi um de seus irmãos, outros, um criado.
  • Após um jantar na casa da mãe, um dos irmãos de Lucrécia aparece morto num rio. O assassino? O outro irmão motivado por inveja da posição social e pelo ciúmes doentio que sentia de Lucrécia, que era mais próxima do morto.
  • Depois de assassinar o próprio irmão, César Bórgia matou um criado que teve um caso com sua irmã.
  • Mesmo grávida de seis meses, Lucrécia consegui convencer a todos que era virgem (escondendo sua situação sob várias saias) e se divorciou do primeiro marido.
  • O bebê foi reconhecido por César Bórgia, como sendo seu filho.
  • Mais uma vez enciumado e sangüinário, César assassina o segundo marido de Lucrécia.
  • A culpa recaiu sobre Lucrécia e diziam que seu marido tinha sido vítima de um de seus venenos (acusação sem nenhum fundamento).
  • O satirista Filolia difamava Lucrécia e sua família aos quatro ventos. Seu destino? Assassinado e mutilado.
  • Lucrécia casa-se pela terceira vez. Numa ocasião, cai doente e César ameaça o marido, dizendo que se algo acontecesse à irmã, o sangue dela não seria o único a ser derramado por lá. (Ele desconfiava que o marido a estaria tentando matar.)
  • César Borgia foi a inspiração de Maquiavel para o livro "O Príncipe".

Enfim, não se pode dizer que Lucrécia Bórgia tenha sido uma santa, por isso ela conquistou seu espaço aqui no "Malvadas". Entretanto, também não foi o demônio que pintam mundo afora. Digamos que ela tenha tido muito mais fama que atitudes maldosas de verdade. Mas, como diz o velho ditado: "quem tem fama, deita na cama."

Maria Madalena






















Maria Madalena é certamente uma das personagens mais simpáticas, mas também mais misteriosas do Evangelho, devido ao seu relacionamento com o Senhor e por ter sido a primeira testemunha da Ressurreição de Jesus. Dela, o comum dos cristãos apenas sabe que foi uma prostituta e que se arrependeu. Os pregadores têm repetido à saciedade, comovidos, que Jesus "de uma pecadora fez a discípula predileta, de uma mulher da vida, fez uma apóstola". Mas, segundo os Evangelhos, a sua grandeza foi ser testemunha privilegiada do Senhor vivo, após aquela morte horrenda. Poder-se-ia perguntar: Porque motivo se terá feito desta primeira testemunha da Ressurreição uma pecadora? Daqui surge, naturalmente, a primeira questão: Quem é Maria Madalena?

Todas as dificuldades que vamos encontrar para responder a esta pergunta decorrem do fato de os Evangelhos não serem "História de Jesus", mas ensino acerca de Jesus. Não podemos, pois, encontrar neles uma biografia de Maria Madalena. Procuremos, antes de mais, a mensagem teológica, o sentido, que se encontra por detrás dos textos, onde brilha o rosto desta personagem extraordinária.

A mulher mais comum no Novo Testamento

Uma primeira constatação: Maria Madalena é a mulher mais presente no Novo Testamento. O seu nome aparece aí nada menos de doze vezes e significa "de Magdala (Magdalena = Madalena)". Pode parecer chocante; mas Maria, a Mãe de Jesus - se excluirmos os Evangelhos da infância (Mt 1-2; Lc 1-2) - é muito menos referida do que Maria Madalena e, por vezes, de maneira pouco honrosa: fala-se da "Mãe de Jesus", mas só em Marcos 6,3 se diz o seu nome. A explicação reside no fato de os evangelistas darem importância à relação discípulo-Mestre e não às relações de sangue, que perdem valor na dinâmica do Reino. A importância de Maria Madalena deve-se ainda ao fato de ela aparecer como uma das personagens fundamentais do cristianismo, de tal modo que o seu nome e a sua personalidade deram origem a um evangelho apócrifo, ou seja, não reconhecido como canônico pela Igreja - o "Evangelho de Maria"; mas ela aparece noutros livros apócrifos cristãos como o "Evangelho de Tomé", o "Evangelho de Filipe", "Pistis Sophia", etc.

Este fato pode ter contribuído para que a Igreja oficial tendesse a rebaixar certas mulheres e Maria Madalena em particular. A sua fama entrou na devoção dos cristãos ao longo de todos os séculos a ponto de ser considerada uma das fundadoras da Igreja nascente. Deste modo, tomou-se um tema necessário na pregação, na espiritualidade, na literatura, na escultura e na pintura, e até no cinema, ao longo de vinte séculos de cristianismo; e foi escolhida para padroeira dos que "se dedicavam às vaidades", ou seja, dos que faziam perfumes e cosméticos, bem como dos cabeleireiros e fabricantes de luvas. Mas foi igualmente considerada padroeira e protetora das prostitutas, tendo sido fundada uma Ordem Religiosa, a das Madalenas, no séc. XIII.

Esther
















Esther é uma linda jovem judia,esbelta e formosa, que é selecionada entre várias moças de um povoado para casar-se com o rei da Pérsia. Ao se tornar rainha, tem a difícil missão de convencer o rei a libertar o seu povo de um grande massacre ordenado pelo braço direito de seu marido. Com muita sabedoria e fé, ela consegue mostrar ao rei o quanto está sendo enganado, conseguindo assim, ver o seu povo libertado.

O rei Assuero amou Esther mais do que a todas mulheres. e ela alcançou graça e favor diante dele mais do que todas as virgens , de sorte que lhe pôs sobre a cabeça a coroa real e a fez rainha!


Lady Chatterley




















Ela é uma mulher liberal que teve a primeira experiência sexual antes do casamento; ele é um aristocrata conservador. O relacionamento sexual entre eles é um fracasso e dura pouco porque, logo depois do casamento, ele vai para a guerra e volta impotente. Constance sente-se oprimida com o local e com a impotência do marido. Isso a leva a se envolver com um escritor que freqüenta a casa do casal. Contudo, o escritor Michaelis sofre de ejaculação precoce. Então ela não consegue se satisfazer com ele e acaba se afastando do escritor.
Depois, ela adoece e vai tratar-se em Londres.

Agora que o marido tem uma enfermeira para cuidar dele, ela tem toda a liberdade para sair; e num dos passeios pela floresta se encontra com Olivier Merllors, o guarda caça de Clifford. Ele até que tenta evitar qualquer tipo de intimidade com a mulher do patrão, mas não consegue. Esses encontros acabam num relacionamento afetivo e sexual.
Enquanto isso, à medida que ela vai se afastando do marido, a enfermeira Sra. Bolton vai se tornando mais íntima do marido de Constance.
Lady Chatterley engravida de Olivier e a enfermeira insinua para os vizinhos que o filho não é do marido. Para evitar um escândalo, Constance viaja com a irmã e o pai para Veneza, com o objetivo de arrumar um amante para dar um herdeiro ao esposo. Tudo com autorização de Clifford. O amante, porém, não concorda; mas, aos poucos acaba cedendo para evitar a descoberta do relacionamento entre ambos.

Constance e o amante encontram-se em Londres e depois volta a casa para comunicar ao marido que quer o divórcio. Clifford não aceita dar o divórcio.
Clifford e a Sra. Bolton dividem o mesmo espaço e mantém um relacionamento afetivo similar ao de mãe e filho. Constance e Olivier guardam distância para manter as aparências até estarem em condições de assumir definitivamente seu relacionamento.

Este é o final da história.



Eurídice.









Orfeu era casado com Eurídice. Mas Eurídice era tão bonita que atraiu um homem chamado Aristeu. Quando ela recusou suas atenções, ele a perseguiu. Tentando escapar, ela tropeçou em uma serpente que a picou e a matou.

Orfeu ficou transtornado de tristeza. Levando sua lira, foi até o Mundo dos Mortos, para tentar trazê-la de volta. A canção pungente e emocionada de sua lira convenceu o barqueiro, Caronte, a levá-lo vivo pelo Rio Estige. A canção da lira adormeceu Cérbero, o cão de três cabeças que vigiava os portões; seu tom carinhoso aliviou os tormentos dos condenados.

Finalmente Orfeu chegou ao trono de Hades. O rei dos mortos ficou irritado ao ver que um vivo tinha entrado em seu domínio, mas a agonia na música de Orfeu o comoveu, e ele chorou lágrimas de ferro. Sua mulher Perséfone, implorou-lhe que atendesse ao pedido de Orfeu. Assim, Hades atendeu seu desejo. Eurídice poderia voltar com Orfeu ao mundo dos vivos. Mas com uma única condição: que ele não olhasse para ela até que ela, outra vez, estivesse à luz do sol.

Orfeu partiu pela trilha íngreme que levava para fora do escuro reino da morte, tocando músicas de alegria e celebração enquanto caminhava, para guiar a sombra de Eurídice de volta à vida. Ele não olhou nenhuma vez para trás, até atingir a luz do sol. Mas então se virou, para se certificar de que Eurídice estava seguindo-o.

Por um momento ele a viu, perto da saída do túnel escuro, perto da vida outra vez. Mas enquanto ele olhava, ela se tornou de novo um fino fantasma, seu grito final de amor e pena não mais do que um suspiro na brisa que saía do Mundo dos Mortos. Ele a havia perdido para sempre. Em total desespero, Orfeu se tornou amargo. Recusava-se a olhar para qualquer outra mulher, não querendo se lembrar da perda de sua amada. Furiosas por terem sido desprezadas, um grupo de mulheres selvagens chamadas Mênades caíram sobre ele, frenéticas, e o despedaçaram. Jogaram sua cabeça cortada no Rio Hebrus, e ela flutuou, ainda cantando, "Eurídice! Eurídice!"

Chorando, as nove musas reuniram seus pedaços e os enterraram no Monte Olimpo. Dizem que, desde então, os rouxinóis das proximidades cantaram mais docemente do que os outros. Pois Orfeu, na morte, se uniu a sua amada Eurídice.

Iara






















A Iara é descrita como uma mulher muito bonita e de canto maravilhoso que aparece banhando-se nas águas dos rios, ou sobre as pedras nas enseadas.

Quem vê a Iara nunca mais a esquece.

Ao ouvir a Iara, não há homem que não a busque nas matas até a beira do rio onde a mitológica mulher pode ser vislumbrada.

Ao vê-la, os homens enlouquecem de desejo e são capazes de segui-la para onde for.

Em algumas comunidades é conhecida como protetora das águas e pescas. Sendo meio peixe e meio mulher, apresenta-se a pentear os cabelos e a cantar.


Na verdade, a Iara é uma linda mulher morena, de cabelos negros e olhos castanhos. De beleza ímpar, os que a vêem nua banhar-se nos rios não conseguem dominar seus desejos e atiram-se nas águas... Nem sempre voltam ao mundo dos vivos... Os que o fazem, voltam assombrados, falando em castelos, séquitos e cortes de encantados... e é preciso reza e pajelança - e de um pajé com muita força - para tirá-lo do estado de torpor. Alguns a descrevem como tendo uma cintilante estrela na testa, que funciona como chamariz para atrair o olhar e assim ser facilmente hipnotizado...

Quanto a possível forma de peixe da parte inferior da Iara, isto é apenas um vestido, ou melhor, uma espécie de saia, que ela veste por vaidade e para dar a ilusão de ser metade mulher, metade peixe...


Naiá














Diz a lenda que havia, em uma tribo indígena da Amazônia uma índia presenteada com imensa beleza chamada Naiá.
Os guerreiros mais corajosos e valentes da tribo faziam disputas para casar com a bela índia.

Naiá acreditava que a lua escolhia moças bonitas da tribo e para transformá-las em estrelas que brilhariam para sempre no céu.
Seu sonho era estar entre as escolhidas e tornar-se uma namorada da lua para ser transformada em estrela.

Todas as noites ela saía de sua oca a fim de ser vista pela lua mas, para sua tristeza, a lua não a chamava para junto de si. Naiá já não dormia mais. Passava as noites andando na beira do lago, tentando despertar a atenção da lua, mas nada acontecia, o astro lhe parecia indiferente.

Em uma noite, Naiá viu o reflexo da lua nas águas límpidas de um lago.
Imaginando que a lua havia finalmente percebido seu imenso desejo de tornar-se estrela tinha chegado para buscá-la.

Naiá se atirou nas águas profundas do lago e desapareceu para sempre.

A lua comoveu-se diante do sacrifício da jovem índia e resolveu transformá-la em uma estrela diferente, das que brilham no céu. Quis imortalizá-la na terra, transformando-a em uma delicada flor: a VITÓRIA-RÉGIA (estrela das águas).

Curiosamente as flores desta planta só abrem durante a noite. É uma flor de perfume ativo e, suas pétalas, que ao desabrocharem são brancas, tornam-se rosadas quando os primeiros raios do sol aparecem.

Ruth















A história de Ruth é uma das mais bonitas das Escrituras Sagradas. Por sua personalidade marcante ,Ruth tinha a habilidade de fazer sempre as coisas certas no momento certo e nunca se lamentava. Ela estava sempre pronta para servir, com firmeza e humildade. Como costume daqueles tempos, Ruth trabalhava como respigadeira nos campos de BOAZ, um parente de Noemi, catando as espigas e os grãos deixados no solo após a colheita, cumprindo uma lei de Deus afirmando que as sobras deixadas no campo pertencem aos pobres, aos órfãos e as viúvas. Boaz era um homem religioso, de alta moral e inteligência, que ficou encantado com a suavidade das atitudes de Ruth, sua pureza inata. Declarou seu amor por ela, casou-se tornando-a sua esposa. Desse modo uma estrangeira em Judá foi elevada da obscuridade ao mais alto nível social e de renome.
Ruth provou que o amor e as virtudes da mulher, combinados, podem irradiar uma luz igual a um dourado entardecer. Ela demonstrou que os caminhos femininos da bondade podem resultar em grandes recompensas na vida. Nós devemos permanecer sempre fiéis as nossas convicções e no amor, reconhecendo que qualquer serviço, por mais humilde que seja, e digno, sempre, de merecida recompensa.


Sherazade


























Há muitos séculos atrás no antigo Oriente, Sherazade, uma jovem de beleza e inteligência extraordinárias enfrentaria o poder do grande Sultão Shariman e conquistaria seu coração. Ela criaria uma das mais belas histórias de amor.

O sultão Shariman ficou admirado de sua beleza e casou-se com ela.

Sherazade com sua voz melodiosa começou a contar histórias de aventuras de reis, de viagens fantásticas de heróis e de mistérios. Contava uma história após a outra, deixando o Sultão maravilhado.

Procurava sempre a tenda dos contadores em busca de histórias para nunca repetir nenhuma. Todas as noites Sherazade tinha uma história nova para contar ao Sultão. Ela agiu dessa maneira por mil e uma noites seguidas.

A jovem teve tanta dedicação e foi tão carinhosa, que acabou conquistando o coração do Sultão. Na milésima Segunda noite Shariman declarou:
- Não saberia viver sem suas histórias e sem seu amor Sherazade.

Shrerazade sorriu e abraçou seu esposo. Sherazade E Shariman foram felizes por muitos e muitos anos.

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Scarlett O'Hara























Scarlett O'Hara não era bela; os homens, porém, só notavam quando já subjugados pelo seu encanto.

Em seu rosto as delicadas feições maternas, uma aristocrata de origem francesa, e os traços grosseiros do pai, um irlandês, confundiam-se sem harmonia.

Seus vestidos valorizavam sua cintura delgada, a mais fina dos arredores.

Suas pequeninas mãos brancas, cruzadas sobre o colo, seus olhos, a despeito da meiguice que o rosto aparentava, eram travessos, voluntariosos e petulantes.

Mimada , manipuladora e instável, ela é o que se pode chamar de uma mulher complexa.


Scarlett O'Hara era moderna até para o fim da década de 1930: impulsiva, voluntariosa, ousada e exibida, casou-se várias vezes (uma delas com o cafajeste profissional Rhett Butler).

Scarlett usa toda a sua falta de escrúpulo para levantar a sua fazendo, conquistar sua obsessão amorosa e fugir de Butler, que teima em admitir em ser o seu verdadeiro amor.

Obirici














Obirici, era desde menina apaixonada por Arakén .

Recatada e tímida, de uma beleza singular e luminosa, Obirici guardava o seu amor no fundo do coração.

Aconteceu, porém, que outra moça índia se apresentou querendo casar com ele. Não estava apaixonada, isso não, mas queria ser a esposa do Chefe, receber o respeito e admiração de todos, gerar e criar quem sabe o futuro Chefe da tribo...

O jovem guerreiro, que nunca tremia diante do inimigo, não soube escolher, não se animou a decidir. Bonitas, as duas. Tímida, Obirici. Ousada a rival. Vai então, aconselhado pelos velhos da tribo, determinou um torneio de arco e flecha para as duas candidatas. A vencedora seria a sua esposa – mãe de guerreiros.

No dia marcado, diante de toda a tribo reunida, as duas se apresentaram. Obirici atirou e acertou. A outra, também. Recuando o alvo, Obirici atirou e voltou a acertar. A outra, também. E por terceira vez as duas se prepararam para atirar, desta vez com o alvo bem distante.

Obirici, então, cheia de medo de perder o seu amado, tremeu na hora de atirar. E errou. A outra, que não estava apaixonada, atirou tranqüilamente e acertou, sendo aclamada noiva do Chefe.

Diz-que na noite do casamento, Obirici se retirou para uma elevação num areal, longe da alegria da festa. E durante toda a noite chorou, com os braços erguidos para o céu, implorando paz para o seu coração amargurado.

Era noite de lua cheia, e para a lua Obirici chorou.

Era noite estrelada, e para as estrelas Obirici chorou, uma lágrima para cada ponto brilhante do céu.



Dalila























Dalila foi uma linda mulher, que vivia no território dos filisteus, no vale de Soreque. Eram inimigos do povo de Israel (Jz 16:4). Dalila significa "delicada". Sua missão era casar-se com Sansão, a fim de seduzi-lo e descobrir assim, o segredo de sua força. Pela sua sedução, conseguiu casar-se com Sansão. Casada, tentou de todas as formas descobrir a força incomum do marido. Importunou-o tanto que acabou conhecendo o segredo da força de Sansão. Após descobrir, sua primeira atitude foi comunicar aos filisteus, que o prenderam, furando-lhe os olhos e atando-o a correntes de bronze.

Pela sua astúcia, Dalila descobriu que a força de Sansão dependia do comprimento de seus cabelos. Sua prisão, na verdade, foi facilitada pelo fato de que, quando dormia, cortaram-lhe as sete tranças (Jz 16:6-22). Toda essa trama de Dalila causou a morte de Sansão. No entanto, Deus o usou antes de sua morte para destruiu milhares de filisteus (Jz 16:26-30).


Sansão não poderia casar-se com Dalila. Paixão nada mais é do que uma caricatura do verdadeiro amor. O que uniu Sansão e Dalila foi a química da pele, a atração física, com interesses profundamente políticos e religiosos por parte da mulher. Havia uma grande incompatibilidade religiosa entre os dois. Dalila não acreditava em Deus, Eira uma mulher pagã. Por outro lado, Sansão recebera de Deus um ministério especial. Era um homem consagrado, separado para Deus. Mas aquiesceu às concupiscências da carne e dos olhos, optando por desobedecer a Deus, para obedecer aos seus caprichos.



TURANDOT



























TURANDOT narra a história do príncipe Calaf, da princesa Turandot (filha do imperador) e de Liu (escrava). A princesa, por vingança de estrangeiros terem matado uma de suas ancestrais, não quer saber de se apaixonar e propõe que aquele que desejar desposá-la deverá responder a três enigmas. Quem não conseguir é morto e a sua cabeça é exposta sobre a muralha.

Durante uma das execuções, Liu pede que ajudem seu pai que ficou ferido no tumulto que ocorreu na praça de execuções quando surge o Príncipe desconhecido que reconhece no velho seu pai, o rei Timur. Liu, na verdade uma escrava do antigo rei, reconhece que ele é na verdade o príncipe Calaf, a quem amava em segredo. Após o reencontro, Turandot aparece nas muralhas e Calaf fica apaixonado. Resolve que irá casar com ela e bate no gongo que anuncia o desejo de um pretendente.
Todos tentam tirar essa idéia dele mas ele insiste. Responde aos enigmas e a princesa fica contrariada. Ele propõe que ela poderá matá-lo se descobrir o seu verdadeiro nome até ao dia seguinte. Ela desesperada, manda que todo o reino não durma essa noite para descobrir o nome do príncipe desconhecido (quando é cantado o tema de 'Nessun Dorma').

No dia seguinte foram presos o velho rei e Liu. Começam a ser torturados para revelar o nome do jovem. Liu, para salvar o rei, diz que sabe o nome e quando tentam que fale ela pega um punhal de um soldado e se mata. Calaf e Turandot se encontram e o príncipe diz seu verdadeiro nome para que ela o revele. Ela se dá por vencida e os dois aparecem com ela revelando que o nome dele é amor e terminam abraçados.

PODER FEMININO

Um santo sábio uma vez disse que o poder feminino se manifesta em todas as mulheres, sejam crianças ou ancians e o mais estraordinário é ver que esse poder complementa o masculino e vice-verça.

Reuni aqui a seqüência de cartas da corte dos arcanos menores do tarot que representam o poder feminino, ensinando-nos que a completude e a iluminação passa por compreendermos e também termos sabedoria em vivenciarmos tais arquétipos.

Podemos olhar para essas poderosas mulheres como direções celestiais e telúricas.

As Rainhas como representantes Celestiais e as princesas como representantes Telúricas.
A 1ª mulher poderosa é a Rainha de Paus.
Conhecida como aquela que apresenta o aspecto aquoso(emocional) do fogo(motivação).
A mulher do tipo Rainha de Paus dominou o autoconhecimento. Contemplou profundamente sua própria natureza, o que promoveu uma transformação do seu ser, e é originalmente motivada por suas paixões.
A história conta que o conhecimento de sua condição evolutiva enche-a de compaixão pelas criaturas ainda não motivadas.
Essa Rainha é a unificação da água e do fogo, do reconhecimento intuitivo e do envolvimento emocional, que efetua a transformação interna. Possue a coroa da lucidez motivacional e uma percepção ampliada, ainda ostenta um sorriso que convida ao envolvimento apaixonado. seus olhos expressam um êxtase sereno. Sua consciência está voltada para o interior e sua presença irradia a bênção da paz interior. O bastão que sustenta simboliza o crescimento espiritual e nos lembra que nossa auto-realização encontra-se no aqui e agora e também que devemos permitir que outros participem dela.
Afirmação: Eu sou um ser radiante, pleno de paz e amor.




















































A 2ª mulher poderosa é a Princesa de Paus
Conhecida como aquela que apresenta o aspecto terreno(materializador) do fogo(motivação).
A mulher do tipo Princesa de Paus já superou aquilo que nos limita. O medo foi conquistado! A Princesa de Paus conquistou a habilidade de usar a força motivadora do desejo para romper as amarras do medo. Seu bastão símboliza o Sol. O Rubi em sua cabeça indica sua percepção aumentada e o senso de justiça que ganhou ao vencer seu medo.
Quando o medo desaparece, fontes nunca sonhadas de entusiasmo e alegria borbulham, revitalizando nossas vidas. Nossos medos auto-limitadores podem ser enterrados e esquecidos.
Afirmação: Minha maior força é... Como aceito meu medo, ele se transformou em amor.


















































A 3ª mulher poderosa é a Rainha de Copas
Conhecida como aquela que apresenta o aspecto aquoso(emoção) da água(emoção).
A mulher do tipo Rainha de Copas está revestida de mistério e se você quiser compreender esse mistério, terá que penetrar profundamente na esfera da sensibilidade e do sentimento.
O que ela irradia externamente está refletido nas mais profundas regiões emocionais de seu ser (ou é reflexo delas). Ela está em contato com suas sensações e as manifesta aberta e autenticamente.
O amor florescente cresce das esferas inconscientes do instinto através da pulsação ciclica, e é por ela alimen¬tado. A luz da consciência faz as energias inconscientes surgirem sob nova forma. O velho aparece sob nova luz, é transfigurado, e o renascimento emocional aconteceu.
Afirmação: Minha abertura e vitalidade me fazem bela(o).




















































A 4ª mulher poderosa é a Princesa de Copas
Conhecida como aquela que apresenta o aspecto terreno(materializador) da água(emoção).
Conta a história que a Princesa de Copas é representada como uma figura que dança. Está livre, não aprisionada pelas emoções, pois livrou-se das cadeias da possessividade e da manipulação. Liberta do ciúme, ela está cercada pela graça, a delicadeza e a claridade.
Com grande ternura e suavidade, ela segura na mão a taça, sinal da proteção que proporciona amorosamente a si mesma e aos outros. Ela está pronta a ser uma amante generosa! O seu olhar revela a distância que tomou de si mesma, o que permite ao seu amor desabrochar em sua forma mais pura.
Afirmação: Quanto mais eu me amo, mais posso partilhar esse amor com outros.






















































A 5ª mulher poderosa é a Rainha de Espadas
Conhecida como aquela que apresenta o aspecto aquoso(emoção) do ar(inteligencia).
Abandonar as máscaras, renunciar à segurança oferecida pelo desem¬penho de papéis conhecidos significa abdicar voluntariamente de me¬canismos de defesa habituais. Por meio da espada do discernimento profundo essa mulher passa a reconhecer que as máscaras que usa não só a protegem e camuflam, mas também a separam de si mesmo e dos outros. O rompimento enérgico de suas máscaras a libera e como Rainha de Espadas lhe permite escapar às nuvens da ignorancia que a impedem de chegar à lucidez e á abertura,
A coroa em sua cabeça, símbolos de nova lucidez, sustentam as joias da sabedoria. Ele está preparada para deixar as máscaras caírem sem se deixar enredar nas complexidades emocionais das circunstancias.
Afirmação: Meu único dever na vida é permanecer verdadeiro e fiel a mim mesmo.





















































A 6ª mulher poderosa é a Princesa de Espadas
Conhecida como aquela que apresenta o aspecto terreno(materializador) do ar(inteligencia).
A Princesa de Espadas representa uma nova lucidez intelectual que tudo sacode. Ela está pronta para demolir o velho que dará lugar ou novo. Quando a renovação intelectual(ar) encontra o elemento terra, os altares das velhas idéias são destruídos dando lugar à claridade.
A Princesa de Espadas não permite que a poeira, resultante da destruição do velho e inútil, obscureça a clareza de sua visão! Usa a espada para eliminar os humores e pensamentos desagregadores que surgem. É decidida e agressiva, enfrentando bem seus problemas práticos, especialmente quando in¬cluem elementos contraditórios ou paradoxais.
A Princesa de Espadas representa uma pessoa extremamente rebelde, que não se deixa intimidar pelo estabelecido ou sagrado. Porque se rebela em nome da clareza, da abertura e da verdade, está disposta a destruir tudo que seja repressivo, tudo que impeça uma plena fruição da vida, inclusive todos os códigos morais. Seu "não" à repressão tem raízes num profundo sim a si mesma e â existência.


















































A 7ª mulher poderosa é a Rainha de Ouro
Conhecida como aquela que apresenta o aspecto aquoso(emoção) da terra(materialização).
A Rainha de Ouro, que tem atrás de si a terra mais verde, mais fértil.
A joia em sua testa simboliza a clareza de seus poderes de percepção materializadora, que estão ampliados. O seu traje simboliza a renovação da terra e é indicativo de fertilidade.
Pode ser vista como firme, tenaz e independente. A Rainha de Ouro dedica muita atenção a seu corpo. Sabe precisamente de que cuidados ele precisa para refletir adequadamente sua beleza interior como templo da Alma. Isto se aplica tanto a cuidados físicos e cosméticos como à boa alimentação e ao zelo por sua saúde.
Afirmação: Eu faço a meu corpo a dádiva da atenção amorosa, ele me retribui com energia vital, da alegria de viver e da saúde.















































A 8ª mulher poderosa é a Princesa de Ouro
Conhecida como aquela que apresenta o aspecto terreno da terra.

Num sentido amplo, ela pode ser interpretada como a mãe de uma nova identidade, idéia ou conceito.
Traz em suas vestes os discos cujo centro é um quadrado vazio, símbolo chinês da estruturação e do alicerce edificador motivado pelo Tao, equilíbrio perfeito: yin/yang. Deste centro de equilíbrio absoluto brota o ambiente adequado para que todas as esferas de nossas vidas voltem a se desenvolver equilibradamente.
A Princesa de Ouro tem a energia do cosmo que torna-se visível através da vida e dos feitos humanos, e essa energia impregna tudo com sua qualidade divina. A criação que tem lugar na escuridão e na quietude que emergirá e difundirá o divino, a luz, partilhando-a mais uma vez como a mãe que a gerou.
Afirmação: Agora eu estou pronto para a nova beleza em minha vida.


INANA




























INANA, a Deusa que ousou explorar o reino da morte, era a deusa primordial da antiga Suméria, na região que agora chamamos IRAQUE.
Deusa do céu e da terra, da soberania e da fertilidade, era a mãe da cultura humana, a que troouxe a civilização a este mundo
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Pandora


































Na mitologia grega, Pandora ("a que possui todos os dons", ou "a que é o dom de todos os deuses") foi a primeira mulher, criada por Zeus como punição aos homens pela ousadia do titã Prometeu em roubar aos céus o segredo do fogo.


Em sua criação os vários deuses colaboraram com partes; Hefestos moldou sua forma a partir de argila, Afrodite deu-lhe beleza, Apolo deu-lhe talento musical, Deméter ensinou-lhe a colheita, Atena deu-lhe habilidade manual, Poseidon deu-lhe um colar de pérolas e a certeza de não se afogar, Hermes a capacidade de mentir e persuadir. Zeus deu-lhe uma série de características pessoais, além de uma caixa. Esta caixa veio a ser conhecida como a caixa de Pandora.

Hathor




























Hathor era constantemente chamada de a mãe de todas as divindades egipcias, era tambem uma Deusa Lua, como muitos nomes como Het-Hert, Hetheru.
Os cultos a Hathor ja existiam , antes mesmo de se criarem as ascenções das divindades masculinas, segundo os historiadores.
Hathor reina sobre o ceu, o Sol , sob a rainha, a música, as dancas e as artes.
Os egipcios a chamavam de a vaca celestial, e diziam que originou a via láctea com seus próprios fluidos vitais. Era tambem identificada com o dourado ganso do nilo, que botou o Ovo Dourado do Sol. Ela era a rainha do Oeste, senhora dos mortos, mas também a protetora da mulheres e da maternidade.
Ela tinha a aparência de vaca que usava um disco de Sol entre seus chifres, ou uma mulher com aparência de rainha com o mesmo disco em sua cabeça.
Seu nome significa "A casa de Horus" ou " o ventre de horus", ela está associada assim à familia real. Assim como todo o mundo podia ser visto como a casa de Horus, Hathor pode ser vista como uma deusa mãe de todo o mundo.
O culto anual a Hathor, tem sacerdotes homens e mulheres, poucos são os arquétipos cujas deidades tem seguidores de ambos os sexos tanto quanto ela. Muitos são artesaos, músicos, e dançarinos , ambos usam estes talentos pra homenageá-la com grandes obras de suas artes. A Musica e a dança fazem tanto parte do ritual a Hathor.

Athena




























Surgiu toda armada do cérebro de Zeus, depois de ele ter engolido sua primeira esposa Métis. Era o símbolo da inteligência, da guerra justa, da casta mocidade e das artes domésticas e uma das divindades mais veneradas. Um esplêndido templo, o Partenon, surgia em sua honra na Acrópole de Atenas, a cidade que lhe era particularmente consagrada. Obra maravilhosa de Ictino e de Calícrates, o Partenon continha uma colossal estátua de ouro dessa deusa, de autoria do famoso escultor Fídias.

Psique




























Psique era a mais nova e bela das três lindas filhas de um rei e uma rainha. Sua beleza ao ser exaltada pelo mundo inteiro, chegando a ser comparada com a Deusa Afrodite. Essa irritou-se com a atenção dispensada a essa mera mortal e chamou seu filho Eros para ajudá-la a resolver o problema. As setas de Eros eram irresistíveis e invencíveis e todos que eram atingidos por elas apaixonavam-se. Afrodite pediu ao filho que fizesse que o homem mais vil e cruel se apaixonasse por Psique.

Afrodite




























A divindade do amor romântico, do desejo sexual e da beleza física, Afrodite personifica esses ideais. Ela surge como uma mulher humana de beleza fenomenal, num vestido simples e adornada por jóias. Ela sempre está sorrindo e um de seus apelidos é "Afrodite Amante dos Sorrisos".
Afrodite Nasceu da espuma do mar após Cronos castrar seu pai Urano e jogar seus genitais amputados no mar.
Fiel à sua natureza, Afrodite não apenas inspira outras divindades a atos de paixão (entre si e com mortais), mas também manteve diversos relacionamentos. Ela é casada com Hefestos, mas teve seis filhos com Ares, dois com Poseidon e pelo menos um com um mortal, o troiano Anquises.

RÉIA ( CIBELE )








































Filha do Céu e da Terra, por conseguinte a própria Terra, Cibele, mulher de Cronos, era chamada a Boa Deusa, a Mãe dos Deuses, por ser mãe de Zeus, de Hera, de Poseidon, de Hades e da maior parte dos deuses de primeira ordem. Logo depois de nascer, sua mãe expô-la em uma floresta, e os animais ferozes tomaram conta dela e alimentaram-na. Enamorou-se de Atis, jovem e formoso frígio, a quem confiou o cuidado do seu culto, sob a condição de que ele não violaria o seu voto de castidade. Atis esqueceu o juramento desposando a ninfa Sangarida, e Cibele puniu-o matando a rival. Atis ficou profundamente magoado; num acesso de delírio se mutilou; e ia enforcar-se, quando Cibele, com uma compaixão tardia, transformou-o em pinheiro.

O culto de Cibele tornou-se célebre em Frígia, de onde foi levado a Creta. Foi introduzido em Roma na época da segunda guerra púnica. O simulacro da Boa Deusa, uma grande pedra muito tempo conservada em Pessino, foi colocada no templo da Vitória, no monte Palatino. Foi um dos penhores da estabilidade do império, e se instituiu uma festa, com combates simulados, em honra de Cibele. Sacrificavam-lhe uma porca, pela sua fertilidade, um touro ou uma cabra, e os padres, durante esses sacrifícios, sentados, batiam palmas no chão. O buxo e o pinheiro eram-lhe consagrados; o primeiro por ser a madeira de que se faziam as flautas, instrumentos empregados nas festas, e o segundo por causa do desgraçado Atis a quem Cibele tanto amara. Os seus sacerdotes eram os Cabiros, os Coribantes, os Curetes, os Dáctilos do monte Ida, os Galos, os Semíviros e os Telquinos, quase todos geralmente eunucos, em memória de Atis.

Representava-se Cibele com os traços e o garbo de uma mulher robusta, com uma coroa de carvalho, árvore que havia alimentado os primeiros homens. As torres sobre a sua cabeça representam as cidades que estão sob a sua proteção, e a chave que está em sua mão indica os tesouros que o seio da terra esconde no inverno e oferece no estio. É conduzida num carro tirado por leões. O carro é o símbolo da Terra que se balança e rola no espaço; os leões demonstram que nada, por mais feroz, deixará de ser domado pela ternura maternal, ou por outra, - que não há solo rebelde à indústria fecunda. As suas vestes são matizadas, geralmente verdes, alusão aos ornatos da natureza. O tambor que está a seu lado é o globo terrestre; os címbalos, os gestos violentos dos seus sacerdotes indicam a atividade dos lavradores e o ruído dos instrumentos da agricultura.

Héstia




























Héstia era a filha primogênita de Réia e Crono, a irmã mais velha da primeira geração de deuses olímpicos, e a solteirona da segunda. Por direito de primogenitura, era uma das doze deusas olímpicas principais, mas não podia ser encontrada no monte Olimpo, e não fez nenhum protesto quando Dionísio, Deus do vinho, cresceu em proeminência e a substituiu como uma das doze. Por não tomar parte nos romances e guerras que então ocupavam a mitologia grega, é a menos conhecida dos principais Deuses e Deusas gregas. Contudo, foi grandemente honrada, recebendo as melhores ofertas feitas pelos mortais aos deuses.

A breve mitologia de Héstia é esboçada em três hinos homéricos. Ela é descrita como "aquela virgem venerável, Héstia", uma das três que Afrodite é incapaz de dominar, persuadir, seduzir ou ainda, provocar nela um desejo de prazer.




























O templo de Vesta era um pequeno edifício circular, localizado no Forum, perto da Régia, no centro da vida romana.

Sua forma e desenho recordavam aos romanos as primeiras construções de Roma: cabanas circulares com postes de madeira e trechos de palha. As virgens Vestais viviam ao lado (no Atrium Vestae), em uma grande construção disposta em torno de um pátio central.


Hera


























A rainha das divindades Olímpicas, Hera surge como uma mulher alta e nobre. Ela é a patrona do casamento, mas também das esposas ciumentas, pois a última coisa que seu casamento com Zeus é um modelo de fidelidade. Devido aos ciúmes dos vários casos de Zeus com outras deusas e mulheres mortais, Hera muitas vezes reagiu violentamente.
Hera é uma dos seis filhos dos Titãs Cronos e Réia, e por isso é irmã de Zeus, além de sua esposa. Ela lutou bravamente contra os Titãs ao lado do marido, mas sua importância tem declinado com cada nova divindade ou herói que Zeus concebe com outras.

HEMERA




























Hemera, (Heméra), cuja base é o ino-europeu, "claridade". Hemera é a personificação do Dia, concebido como divindade feminina, formando com Éter um par, enquanto Érebo e Nix formam o outro.

Gaya































A Terra, mãe universal de todos os seres, surgiu do Caos. Desposou Urano ou o Céu, foi a mãe dos deuses e dos gigantes, dos bens e dos males, das virtudes e dos vícios. Fazem-na unir-se com o Tártaro e Ponto, ou o mar, de cujas uniões os monstros que encerram todos os elementos. A Terra, às vezes tomada pela Natureza, tinha vários nomes: Titéia, Ops, Telus, Vesta e mesmo Cibele.

Dizia-se que o homem nascera da terra embebida d'água e aquecida pelos raios do Sol; assim, a sua natureza participa de todos os elementos, e quando morre, sua mãe venerável o recolhe e o guarda no seu seio. Na Mitologia, muitas vezes é considerado entre os filhos da Terra; geralmente, quando não se sabia a origem, quer de um homem, quer de um povo célebre, dava-se-lhe o nome de filho da Terra.

Algumas vezes a Terra é representada pela figura de uma mulher sentada num rochedo; as alegorias modernas descrevem-na sob os traços de uma venerável matrona, sentada sobre um globo, coroada de torres, empunhando uma cornucópia cheia de frutos. Outras vezes aparece coroada de flores, tendo a seu lado o boi que lavra a terra, o carneiro que se ceva e o mesmo leão que está aos pés de Cibele. Em um quadro de Lebrun, a Terra é personificada por uma mulher que faz jorrar o leite dos seus seios, enquanto se desembaraça do seu manto, e do manto surge uma nuvem de pássaros que revoa nos ares.

Lilith




























De acordo com a lenda hebraica, Lilith teria sido formada assim como o homem à partir do barro, logo após a formação deste. Por esse motivo ela não teria aceitado uma posição inferior em relação ao homem, pois sendo criada da mesma forma, exigia os mesmos direitos, não aceitou uma posição submissa e assim desentendeu-se com Adão. No primeiro ato sexual Lilith não aceitou ficar por baixo, aguentando o peso do corpo do companheiro e exigiu ter também o direito ao gozo e ao prazer sexual. Como não foi atendida em seus anseios ela se revolta e pronuncia o nome "inefável" que lhe deu asas por meio das quais fugiu do Jardim do Éden. Assim Lilith abandonou Adão com quem não se entendia e foi para as margens do Mar Vermelho. Adão ficou só e reclamando, tendo medo da escuridão opressora. Daí haver uma relação entre Lilith e a Lua Negra, a escuridão da noite, por isso a associação dela com a coruja, o pássaro noturno. Segundo a tradição talmúdica, Lilith é a "Rainha do Mal", a "Mãe dos Demônios" e a "Lua Negra".
Deus vendo o desespero de Adão, enviou três anjos, Semangelaf, Sanvi e Sansanvi, para trazê-la de volta ao Éden, mas ela recusou-se a aceitar tal proposta. Dessa forma a fuga converteu-se em expulsão.
Para substituir Lilith é criada Eva, mulher submissa, feita não de barro, mas de uma costela de Adão.

Rainha Guinevere

























Guinevere a prometida do rei Artur, casou-se muito jovem sem conhecer seu futuro marido, veio acompanhada de um generoso dote, o que foi decisivo para o rei aceitá-la. Entretanto, as vesperas do casamento Artur ao vê-la encantou-se pela moça, porém o coração de Gwen já pertencia a Lancelot, o principal aliado de Artur.
Ela viveu dias felizes em Camelot, mas seu amor proibido por Lancelot a torturava tornando-a fria e vingativa.

Guinevere mantinha encontros furtivos com seu verdadeiro amor Lancelot e mais tarde, é exilada por Arthur devido a sua vida "indigna" com Lancelot.

A forma antiga de seu nome é Gwenhwyfar, que signifa "Fantasma Branco". A tradição galesa é cruel com Guinevere, tratando-a por a mais infiel das mulheres.



Rapunzel































Um casal sem filhos que queria uma criança vivia ao lado de um jardim murado que pertencia a uma bruxa. A esposa, no fim da gravidez, viu repolho no jardim e o desejou obsessivamente, ao ponto da morte. Por duas noites, o marido saiu e invadiu o jardim da bruxa para recolher para a esposa, mas na terceira noite, enquanto escalava a parede para retornar para casa, a bruxa apareceu e acusou-o de furto.

O homem implorou por misericórdia, e a mulher velha concordou em absolvê-lo desde que a criança lhe fosse entregue ao nascer. Desesperado, o homem concordou; uma menina nasceu, e foi entregue à bruxa, que nomeou-a Rapunzel.

Quando Rapunzel alcançou doze anos, a bruxa trancafiou-a numa torre alta, sem portas ou escadas, com apenas um quarto no topo. Quando a bruxa queria subir a torre, mandava que Rapunzel estendesse suas tranças, e ela colocava seu cabelo num gancho de modo que a bruxa pudesse subir por ele.

Um dia, um príncipe que cavalgava no bosque próximo ouviu Rapunzel cantando na torre. Extasiado pela voz, foi procurar a menina, e encontrou a torre, mas nenhuma porta. Foi retornando frequentemente, escutando a menina cantar, e um dia viu uma visita da bruxa, assim aprendendo como subir a torre.

Quando a bruxa foi embora, pediu que Rapunzel soltasse suas tranças e, ao subir, pediu-a em casamento. Rapunzel concordou. Juntos fizeram um plano: o príncipe viria cada noite (assim evitando a bruxa que a visitava pelo dia), e traria-lhe seda, que Rapunzel teceria gradualmente em uma escada. Antes que o plano desse certo, porém, Rapunzel tolamente delatou o príncipe. Na primeira edição dos Contos de Grimm, Rapunzel pergunta inocentemente porque seu vestido estava começando a ficar apertado em torno de sua barriga, revelando tudo para a bruxa (que soube que Rapunzel estava grávida, o que significava que um homem se encontrara com ela). Em edições subseqüentes, Rapunzel perguntou distraidamente por que era tão mais fácil levantar o príncipe do que a bruxa.

Na raiva, a bruxa cortou cabelo de Rapunzel e expulsou-a da torre, para que ela vivesse sozinha. Quando o príncipe chegou naquela noite, a bruxa deixou as tranças caírem para transportá-lo para cima. O príncipe percebeu horrorizado que Rapunzel não estava mais ali; a bruxa disse que nunca mais a veria e empurrou-o até os espinhos de baixo, que o cegaram.


Durante meses ele vagueou através das terras infrutíferas do reino, e Rapunzel mais tarde deu à luz duas crianças gêmeas. Um dia, ela estava bebendo água e começou a cantar com sua bela voz de sempre. O príncipe ouviu-a e encontrou-se com ela. As lágrimas de Rapunzel curaram a cegueira, e a família foi viver feliz para sempre no reino do príncipe.

Branca de Neve
























De tão linda que era, os anoezinhos não tiveram coragem de enterrá-la. Então fizeram um caixãozinho de vidro com bordas de diamantes. No dia seguinte levaram-na para as montanhas e la deixaram aquele anjo adormecido. Passaram-se muitos anos. Certa primavera enquanto cobriam de flores o caixaozinho da princesa adormecida, por ali passou um príncipe de um reino vizinho. E vendo Branca de Neve deitada no seu leito de morte, aproximou-se dela e deu-lhe um beijo de amor. Este beijo quebrou o feitiço e a princesa despertou. O príncipe pediu à Branca de Neve que casasse com ele. E o feliz casal encaminhou-se para o palácio do príncipe e foram felizes para sempre...

Irmãos Grimm