domingo, 17 de novembro de 2013

Princesa Isabel





Uma das mulheres mais citadas na história do Brasil, Isabel Cristina Leopoldina de Bragança, a princesa Isabel, colocou um ponto final no dia 13 de maio de 1888 em uma das maiores manchas do país -a escravidão. Naquele domingo, princesa Isabel assinou a Lei 3.353, mais conhecida como "Lei Áurea", declarando extinta a escravidão no Brasil, mesmo enfrentando muitas resistências dos fazendeiros e da elite em geral.

Em 28 de setembro de 1871, ela também sancionou a Lei do Ventre Livre, o primeiro passo efetivo para o fim da escravidão no Brasil -a lei estabelecia que todos os filhos de escravos estavam livres. A Lei do Ventre Livre foi assinada na época em que d. Pedro 2º fez a sua primeira viagem para a Europa, deixando, pela primeira vez, a princesa Isabel como regente do império. Em outras duas oportunidades a princesa também assumiu as mesmas funções.

Disposta a acabar com a escravidão no Brasil, princesa Isabel pressionou o ministério, que era contrário à abolição. A pressão exercida pela princesa deu resultado e o Gabinete foi dissolvido e seus integrantes foram substituídos por pessoas que defendiam o fim da escravatura. Em abril de 1888, um mês antes da assinatura da Lei Áurea, ela entregou 103 cartas de alforria para alguns escravos, deixando claro que esperava da Câmara federal a aprovação da lei, o que, de fato, aconteceu.

Eurídice





Orfeu era casado com Eurídice. Mas Eurídice era tão bonita que atraiu um homem chamado Aristeu. Quando ela recusou suas atenções, ele a perseguiu. Tentando escapar, ela tropeçou em uma serpente que a picou e a matou.

Orfeu ficou transtornado de tristeza. Levando sua lira, foi até o Mundo dos Mortos, para tentar trazê-la de volta. A canção pungente e emocionada de sua lira convenceu o barqueiro, Caronte, a levá-lo vivo pelo Rio Estige. A canção da lira adormeceu Cérbero, o cão de três cabeças que vigiava os portões; seu tom carinhoso aliviou os tormentos dos condenados.

Finalmente Orfeu chegou ao trono de Hades. O rei dos mortos ficou irritado ao ver que um vivo tinha entrado em seu domínio, mas a agonia na música de Orfeu o comoveu, e ele chorou lágrimas de ferro. Sua mulher Perséfone, implorou-lhe que atendesse ao pedido de Orfeu. Assim, Hades atendeu seu desejo. Eurídice poderia voltar com Orfeu ao mundo dos vivos. Mas com uma única condição: que ele não olhasse para ela até que ela, outra vez, estivesse à luz do sol.

Orfeu partiu pela trilha íngreme que levava para fora do escuro reino da morte, tocando músicas de alegria e celebração enquanto caminhava, para guiar a sombra de Eurídice de volta à vida. Ele não olhou nenhuma vez para trás, até atingir a luz do sol. Mas então se virou, para se certificar de que Eurídice estava seguindo-o.

Por um momento ele a viu, perto da saída do túnel escuro, perto da vida outra vez. Mas enquanto ele olhava, ela se tornou de novo um fino fantasma, seu grito final de amor e pena não mais do que um suspiro na brisa que saía do Mundo dos Mortos. Ele a havia perdido para sempre. Em total desespero, Orfeu se tornou amargo. Recusava-se a olhar para qualquer outra mulher, não querendo se lembrar da perda de sua amada. Furiosas por terem sido desprezadas, um grupo de mulheres selvagens chamadas Mênades caíram sobre ele, frenéticas, e o despedaçaram. Jogaram sua cabeça cortada no Rio Hebrus, e ela flutuou, ainda cantando, "Eurídice! Eurídice!"


Chorando, as nove musas reuniram seus pedaços e os enterraram no Monte Olimpo. Dizem que, desde então, os rouxinóis das proximidades cantaram mais docemente do que os outros. Pois Orfeu, na morte, se uniu a sua amada Eurídice.

Lucrécia Borgia





Lucrécia Borgia ficou conhecida com uma das mulheres mais cruéis da história. Mas, muito do que dizem a seu respeito pode ser creditado muito mais a seu pai e seus irmãos do que a ela mesma.
Filha de Joana Cattanei e do cardeal Roderigo Bórgia, que mais tarde tornou-se o Papa Alexandre VI, Lucrécia teve uma vida cheia de episódios de intriga, assassinatos, luxúria, devassidão e incesto.


Enterrou maridos e acabou com a fama de envenenar homens com um "pó" que guardava num compartimento secreto em seu anel. Nunca houve evidências que provassem isso. Entretanto, não se pode negar que assassinatos foram cometidos tendo Lucrécia como pivô.


Confira alguns fatos e escândalos que marcaram a vida dessa bela mulher do século XV :






Desde pequena seus irmãos travavam uma disputa por sua preferência.

Aos treze anos já era uma mulher fatal que chamava a atenção de qualquer homem.

Em seu primeiro casamento (aos 13 anos), Lucrécia foi ignorada pelo marido e passou o tempo todo da festa alternando a companhia de seus irmãos que recitaram a ela poemas de amor quando ela se foi para o leito nupcial com o marido.

Seu primeiro casamento não se consumou de imediato, pois ela era considerada muito jovem, e Lucrécia se manteve virgem por dois anos aguardando o marido. Não sem, entretanto, curtir as orgias nos aposentos do pai e dos irmãos, no Vaticano. Nessa época, os boatos sobre incesto aumentavam cada vez mais e Lucrécia era acusada de manter relações sexuais com os irmãos e, até, com o próprio pai.



Após um jantar na casa da mãe, um dos irmãos de Lucrécia aparece morto num rio. O assassino? O outro irmão motivado por inveja da posição social e pelo ciúmes doentio que sentia de Lucrécia, que era mais próxima do morto.

Depois de assassinar o próprio irmão, César Bórgia matou um criado que teve um caso com sua irmã.

Mesmo grávida de seis meses, Lucrécia consegui convencer a todos que era virgem (escondendo sua situação sob várias saias) e se divorciou do primeiro marido.

O bebê foi reconhecido por César Bórgia, como sendo seu filho.
Seus irmãos planejaram o assassinato de seu marido para que ela pudesse se casar com um homem mais rico. Ela descobriu e aconselhou-o a fugir.

Após esse episódio, a jovem passou uma temporada num convento, enquanto seu pai e irmãos planejavam o divórcio alegando que seu marido era impotente e que o casamento não tinha se consumado. Nesse período, Lucrécia fica grávida e existem inúmeras especulações sobre a paternidade: alguns dizem que o responsável foi um de seus irmãos, outros, um criado.


Mais uma vez enciumado e sangüinário, César assassina o segundo marido de Lucrécia.

A culpa recaiu sobre Lucrécia e diziam que seu marido tinha sido vítima de um de seus venenos (acusação sem nenhum fundamento).

O satirista Filolia difamava Lucrécia e sua família aos quatro ventos. Seu destino? Assassinado e mutilado.

 Lucrécia casa-se pela terceira vez. Numa ocasião, cai doente e César ameaça o marido, dizendo que se algo acontecesse à irmã, o sangue dela não seria o único a ser derramado por lá. (Ele desconfiava que o marido a estaria tentando matar.)

 César Borgia foi a inspiração de Maquiavel para o livro "O Príncipe".



Enfim, não se pode dizer que Lucrécia Bórgia tenha sido uma santa, por isso ela conquistou seu espaço aqui no "Malvadas". Entretanto, também não foi o demônio que pintam mundo afora. Digamos que ela tenha tido muito mais fama que atitudes maldosas de verdade. Mas, como diz o velho ditado: "quem tem fama, deita na cama."