quarta-feira, 10 de abril de 2013
Imperatriz Josefina (1763-1814)
Marie-Josèphe Rose Tascher de la Pagerie passou à História como Josefina de Beauharnais, o apelido do seu primeiro marido. Depois de enviuvar, conheceu Napoleão com quem casou em 1796. Apesar do amor que sentia por ela, o imperador repudiou-a perante a impossibilidade de lhe dar descendência. Retirada para Malmaison é provável que o ar do leque lhe recordasse a sua Martinica natal e as varetas de tartaruga ou madrepérola, o brilho de uma corte que lhe estava definitivamente vedada.
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Há três espécies de mulheres neste mundo: a mulher que se admira, a mulher que se deseja e a mulher que se ama. A beleza, o espírito, a graça, os dotes da alma e do corpo geram a admiração. Certas formas, certo ar voluptuoso, criam o desejo. O que produz o amor, não se sabe; é tudo isto às vezes; é mais do que isto, não é nada disto. Não sei o que é; mas sei que se pode admirar uma mulher sem a desejar, que se pode desejar sem a amar."
Almeida Garrett
terça-feira, 19 de março de 2013
segunda-feira, 18 de março de 2013
terça-feira, 12 de março de 2013
domingo, 10 de março de 2013
Carlota México (1840-1927)
Filha de Leopoldo I, rei da Bélgica e esposa do arquiduque Maximiliano da Áustria, Carlota viu-se coroada imperatriz do México quando a conjuntura política europeia assim o determinou. A insurreição mexicana levou-a percorrer as cortes da Europa, solicitando ajuda para o marido e, possivelmente, o seu leque encobriu muitas das lágrimas derramadas perante o desinteresse dos soberanos europeus. Maximiliano foi fuzilado em Querétaro e Carlota, enlouqueceu, tendo acabado os seus dias confinada ao castelo de Bouchout, perto de Bruxelas.
Quando será derrubada a infinita servidão da mulher, quando ela viverá para ela e por ela, o homem, - até agora abominável -, tendo-a despedida, ela será poeta, ela também!
A mulher descobrirá o desconhecido! Seus mundos de idéias divergirão dos nossos? Ela encontrará coisas estranhas, insondáveis, repugnantes, deliciosas; nós as teremos, nós as entenderemos.
Arthur Rimbaud
domingo, 10 de fevereiro de 2013
Rainha Alexandra
Alexandra, uma das mulheres mais belas do seu tempo, era filha do rei Cristiano IX da Dinamarca. Em 1863 contraiu matrimónio com Alberto Eduardo, então príncipe de Gales e depois rei de Inglaterra com o nome de Eduardo VII. Devido à sua posição privilegiada, Alexandra ditava a moda e impunha critérios estéticos. Costumava usar leques, frequentemente adornados com flores, geralmente rosas, pelas quais sentia especial predilecção. Por isso era conhecida como The Queen of Roses (A rainha das rosas) e deu o seu nome a uma variedade desta flor.
Lola Montes
Lola Montes (1818-1861):
Maria Dolores Eliza Gilbert, conhecida como Lola Montes, soube enfeitiçar com a sua beleza muitos homens poderosos e chegou a tornar-se amante do rei Luís I, da Baviera, que, depois de a cobrir de riquezas e honras – nomeou-a condessa de Landsfeld e baronesa de Rosenthal – perdeu o trono por causa dela. A aventureira, de origem irlandesa, fazia-se passar por espanhola e, como tal, o leque que manejava com especial destreza era um dos componentes essenciais dos seus adereços artísticos.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Inês de Castro
Inês de Castro , Dama da corte portuguesa nascida em Castela (Galicia – Espanha). Linda jovem loura de olhos verdes. Prometida aos 14 anos para o primo e herdeiro do trono de Portugal, D.Pedro, é dispensada do compromisso pelo Rei D.Afonso IV e trocada por Constança, uma princesa espanhola.
D.Pedro então, após os primeiros anos de casamento, começa a olhar com outros olhos para a prima, precisamente a linda Inês de Castro, agora também já casada. Ambos começam uma relação pecaminosa perante a igreja. Além das inúmeras desculpas para se manter fora de casa para se encontrar com Inês, D.Pedro ainda convida a amante para ser madrinha de seu primogênito, D.Fernando, e assim justificar os "encontros" tão comuns.
D.Afonso IV então ordena que Inês retorne para Castela. Porém assim que Constança morre, Inês volta a ser amante de D.Pedro.
Os conselheiros do reino não andavam muito satisfeitos com a nova situação, pois os irmãos de Inês, do Clã Castro, os soberanos de Castela eram conhecidos opositores do reino. Portugal está beirando o caos, pois além dos problemas políticos, há a proliferação da peste negra e a população está extremamente insatisfeita. D.Fernando, filho legítimo de Pedro e Constança, se sente ameaçado pelos irmãos bastardos. Seu avô, o rei D.Afonso IV, apoiado pelos conselheiros reais, Diogo Lopes Pacheco, Álvaro Gonçalves e Pêro Coelho, ordena a morte de Inês de Castro. Apesar de ser mãe de três filhos de D.Pedro, os executores, aproveitando a ausência de D. Pedro em uma de suas habituais caçadas, entraram no Paço e, ali mesmo, apesar de suas súplicas, a decapitaram em 7 de Janeiro de 1355 com apenas 30 anos de idade.
Ao retornar de sua viagem, D.Pedro descobre que sua amada Inês foi degolada e resolve se aliar aos Castro e tomar o reino de Portugal à força.
Quando finalmente derruba o pai, D Afonso IV, e assume o trono de Portugal, D.Pedro ordena a execução dos assassinos de sua amada. Inês de Castro é proclamada rainha de Portugal, tendo o seu corpo em adiantada decomposição coroado em cerimônia formal (inclusive com o beija-mão).
Cumprida a sua vingança, agora Rei D.Pedro I ordenou o translado do corpo da rainha Inês, do modesto cemitério da Mosteiro de Santa Clara, em Coimbra, para o suntuoso Mosteiro de Alcobaça, onde D.Pedro I mandou construir dois espetaculares túmulos.
Os túmulos de Inês e D.Pedro I, magníficas obras de arte tumular do século XIV, não estão dispostos tradicionalmente lado a lado, mas um de frente pro outro formando uma linha horizontal. Os corpos também estão dispostos de forma que fiquem pé com pé. Segundo D.Pedro I, no dia que eles se encontrassem para juntos subirem ao paraíso, se olhariam nos olhos. Um outro detalhe que impressiona são as bases dos túmulos. O túmulo de D.Pedro I é sustentado por 6 leões. O túmulo de Inês também é sustentado por 6 leões, mas com uma diferença: os leões não tem face felina, e sim humana. Os rostos dos seus assassinos. Ao ordenar esculpir as faces de seus algozes no túmulo de Inês, D.Pedro I simbolicamente condenou os assassinos a sustentar o peso de sua amada para toda a eternidade.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Plena mulher, maçã carnal, lua quente,
espesso aroma de algas, lodo e luz pisados,
que obscura claridade se abre entre tuas colunas?
que antiga noite o homem toca com seus sentidos?
Ai, amar é uma viagem com água e com estrelas,
com ar opresso e bruscas tempestades de farinha:
amar é um combate de relâmpagos e dois corpos
por um so mel derrotados.
Beijo a beijo percorro teu pequeno infinito,
tuas margens, teus rios, teus povoados pequenos,
e o fogo genital transformado em delícia
corre pelos tênues caminhos do sangue
até precipitar-se como um cravo noturno,
até ser e não ser senão na sombra de um raio.
Pablo Neruda
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
O mar dos meus olhos
Há mulheres que trazem o mar nos olhos
Não pela cor
Mas pela vastidão da alma
E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos
Ficam para além do tempo
Como se a maré nunca as levasse
Da praia onde foram felizes
Há mulheres que trazem o mar nos olhos
pela grandeza da imensidão da alma
pelo infinito modo como abarcam as coisas e os Homens...
Há mulheres que são maré em noites de tardes
e calma.
Sophia de Mello Breyner Andresen
domingo, 20 de janeiro de 2013
Delicadeza III
suave mulher-ave.
chega mansa,
como o beija-flor
aborda a rosa.
ave-mulher candura,
este jeito
com jeito de fada.
razão, efeito.
tão amada.
se perfuma
de carinho.
lume perene,
classe solene;
ode a graciosidade.
taça de vinho
a gotejar.
preciosidade
a brilhar
em mim.
doce acalanto,
sua boca escorre mel.
pra voce o meu canto
de amor.
meus sonhos,
pensamentos,
todos momentos,
ano de primaveras,
sofrida espera.
gostoso choque
de rosas vermelhas,
das ondas do mar;
dos beijos ardentes,
da essência do amar!...
Gustavo Drummond
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