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Filha de atores, Eleonora Duse cresceu nos palcos. Amante de D’Annunzio, interpretou os seus dramas com a maestria que lhe era própria. A grande dama do teatro italiano foi, também, uma mulher extraordinariamente elegante, que, como outras grandes atrizes da época, prestava especial atenção à sua maneira de vestir. Encomendava os seus leques aos grandes artesãos de Milão e Roma, que costumavam decorá-los com a sobriedade em que a atriz fazia gala. Nos seus desenhos abundavam os motivos florais, as curvas sinuosas estilo Liberty e alguns toques de dourado.
A vida de Cosima Wagner foi marcada pela música: filha de Franz Liszt e esposa do maestro Han von Bülow, abandonou este para casar com o compositor Richard Wagner, então no auge da fama. Mulher da sua época, o leque fazia parte dos seus pertences, mas, atendendo ao seu caráter forte e a sua paixão pela música, é de pensar que o teria usado mais como batuta do que como acessório coquette. Defensora da música wagneriana, desde a morte do compositor em 1883 consagrou a sua vida a enaltecer a sua obra e a sua memória.
Marie de Rabutin-Chantal, marquesa de Sevigné, passou à história das letras francesas, graças à correspondência que , da sua residência parisiense do hotel Carnavalet, manteve com sua filha, Françoise-Marguerite, condessa de Grignan, que residia na Provença. Nas suas cartas, publicadas sob o título de Memórias em 1696, madame de Sevigné narra com pormenor e espontaneidade os costumes que imperavam na corte de Luís XIV, entre os quais, inclui, evidentemente, o uso que as damas faziam do leque.