sexta-feira, 20 de março de 2009

Cosima Wagner




























A vida de Cosima Wagner foi marcada pela música: filha de Franz Liszt e esposa do maestro Han von Bülow, abandonou este para casar com o compositor Richard Wagner, então no auge da fama. Mulher da sua época, o leque fazia parte dos seus pertences, mas, atendendo ao seu caráter forte e a sua paixão pela música, é de pensar que o teria usado mais como batuta do que como acessório coquette. Defensora  da música wagneriana, desde a morte do compositor em 1883 consagrou a sua vida a enaltecer a sua obra e a sua memória.

Madame de Sevigné (1626-1696):



























Marie de Rabutin-Chantal, marquesa de Sevigné, passou à história das letras francesas, graças à correspondência que , da sua residência parisiense do hotel Carnavalet, manteve com sua filha, Françoise-Marguerite, condessa de Grignan, que residia na Provença. Nas suas cartas, publicadas sob o título de Memórias em 1696, madame de Sevigné narra com pormenor e espontaneidade os costumes que imperavam na corte de Luís XIV, entre os quais, inclui, evidentemente, o uso que as damas faziam do leque.

Rainha Maria Cristina de Bourbon (1806-1878):




























Maria Cristina, a bela princesa napolitana que conquistou o já caduco Fernando VII, valeu-se, sem dúvida, da linguagem do leque para enviar recados e dissimular os seus sentimentos. Primeiro, para velar pelos interesses de sua filha, a futura Isabel II, ameaçados pelo carlismo. Depois, já viúva, para encobrir o seu casamento secreto com o duque de Riansares. Os leques da rainha, segundo a moda romântica seriam brisé, feitos de materiais nobres e com caprichosos perfis.