sexta-feira, 20 de março de 2009

Madame de Sevigné (1626-1696):



























Marie de Rabutin-Chantal, marquesa de Sevigné, passou à história das letras francesas, graças à correspondência que , da sua residência parisiense do hotel Carnavalet, manteve com sua filha, Françoise-Marguerite, condessa de Grignan, que residia na Provença. Nas suas cartas, publicadas sob o título de Memórias em 1696, madame de Sevigné narra com pormenor e espontaneidade os costumes que imperavam na corte de Luís XIV, entre os quais, inclui, evidentemente, o uso que as damas faziam do leque.

Rainha Maria Cristina de Bourbon (1806-1878):




























Maria Cristina, a bela princesa napolitana que conquistou o já caduco Fernando VII, valeu-se, sem dúvida, da linguagem do leque para enviar recados e dissimular os seus sentimentos. Primeiro, para velar pelos interesses de sua filha, a futura Isabel II, ameaçados pelo carlismo. Depois, já viúva, para encobrir o seu casamento secreto com o duque de Riansares. Os leques da rainha, segundo a moda romântica seriam brisé, feitos de materiais nobres e com caprichosos perfis.

Madame Récamier (1777-1849):




























Julie Bernard, filha de um abastado banqueiro e esposa do também banqueiro Récamier, reinou nos salões parisienses de princípio do século xix. Amiga de madame de Staël, foi amante do pintor Benjamin Constant e, posteriormente, do escritor François Chateaubriand. No seu tempo, o estilo caracterizado pela austeridade de formas e o regresso à estética clássica transformaram o leque num objeto démodé. Porém, as damas da aristocracia e da alta burguesia resistiram a deixar de usá-lo, quer pelo que possuía de objeto de luxo, quer pela sua condição de emissor de códigos secretos para o galanteio.