sábado, 7 de março de 2009

Tannhäuser




























Com um ataque preciso das flautas e clarinetas a música se inicia.
Por um momento penso que todos ouvem as batidas do meu coração.
As cordas em silêncio respeitoso, aguardam o momento certo para juntarem-se à orquestra.
Enquanto conto as pausas e acompanho a evolução dos metais, minhas mãos apertam o violino e todo meu corpo estremece.
Meu Deus! Quão bela é a música de Wagner!
Os violinos e violas dão seus primeiros acordes e lentamente a melodia entranha-se na minha alma.
Meus olhos acompanham a partitura, minha mão acaricia o violino e meu cérebro fica tomado de lembranças de que coisas que nunca vivi.
Penso nos milhões de mulheres judias sendo torturadas e mortas ao som de Wagner. Meu peito parece que vai explodir , meus olhos enchem-se de lágrimas e uma tristeza sem tamanho toma conta de mim.
Minha tristeza aumenta quando penso na história universal das mulheres, que sempre foram tratadas como seres inferiores e sem valor.
A música vai chegando ao fim, entre lágrimas golpeio o violino com o arco, como se quisesse gritar para todos que o mundo só é mundo porque nós mulheres existimos e geramos vidas.
Parece incoerente para mim, existir tanta beleza nas mulheres e ninguém perceber.
Penso que uma cegueira tomou conta dos seres e ninguém vê as barbaridades que são cometidas contra nós mulheres , uma surdez convenientemente cruel que não ouve os pedidos de socorro e os anseios de nossos corações.
Não queremos a hipocrisia do dia internacional da mulher , queremos que nos olhem com olhos de amor, que nos toquem com mãos carinhosas todos os dias de nossas vidas.

Nana Pereira

quinta-feira, 5 de março de 2009




























E se quer que eu lhe diga uma verdade, uma verdade que não encontrará em nenhum livro, creio eu: as únicas mulheres felizes no mundo são aquelas às quais não falte nenhuma carícia.Essas vivem sem preocupações, nem pensamentos torturantes, sem outro desejo senão o do beijo próximo, que será delicioso e calmante como o último beijo.


Trecho de " As carícias" , Guy de Maupassant

quarta-feira, 4 de março de 2009

A mulher






















A mulher é o único ser da criação que simboliza todas as cores .
E encanta...... com perfume de flor.
Ela é rainha quando veste-se de amarelo e brilha como o sol
É guerreira quando simboliza o verde da esperança e vai à luta atrás de seus sonhos
É frágil, doce e meiga quando veste-se de cor-de-rosa
É o branco da paz ,quando acalma e tranquiliza
É o vermelho da paixão, poderosa e corajosa
Ela possui todas as cores, todas as tonalidades
Tem o brilho das estrelas no olhar
Toda mulher é cor, toda mulher é flor
É poema, é poesia, é amor.

Nana Pereira